ACTIVIDADE DOCENTE 2010/11

- Professor Auxiliar a tempo integral da Universidade Lusíada de Lisboa - cadeiras de: Organizações Criminosas (2º. Semestre do 2º. ano) e Terrorismo (1º. Semestre do 3º. ano), ambas da Licenciatura em Políticas de Segurança.

- Professor Auxiliar (a tempo parcial) da Universidade Lusíada do Porto, onde leciona a cadeira "Criminalística e Investigação Criminal, na Licenciatura em Criminologia (1º Semestre 2º ano).

- Professor Auxiliar Convidado (a tempo parcial) do ISCS/EM- Instituto Superior de Ciências da Saúde "Egas Moniz" (Monte da Caparica), na Licenciatura de Ciências Forenses e Criminais. Regente da Cadeira de “Análise da Cena do Crime II” (1º. ano - 2º. Semestre), onde lecciona o módulo de Criminalística. Membro do Conselho Científico da respectiva Licenciatura e da Comissão de Ética do referido Instituto.

- Co-coordenador de uma das Unidades Curriculares e Professor das cadeiras de Terrorismo/Violência Religiosa (9 de Novembro de 2010) e de Criminalista/Polícia Científica (15 de Março de 2011) do 7º. Curso de Mestrado em Direito e Segurança, organizado pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

- Professor da cadeira "Tolerância e intolerância étnica, religiosa e social" do Mestrado "Segurança, Defesa e Resolução de Conflitos" e da cadeira de Laboratório de Policia Cientifica da pós-graduação em criminologia, ambas no ISCIA (Aveiro) -. Membro do respectivo Conselho Técnico-Científico.

 

 

A Alquimia, os novos alquimistas e as novas espiritualidades



Um Outro Olhar - A Face Esotérica da Cultura Portuguesa

Fernando Pessoa e os Mundo Esotéricos
3ºEdição


Os Jardins Iniciáticos da Quinta da Regaleira

Carta a João Soares - para esclarecer um equívoco

 

Caro Amigo e Irmão Dr. João Soares:

Permita-me que exprima algumas ideias e sentimentos relativamente ao que se passou ontem:

1 – Na nossa reunião havida na Pousada de Queluz, foi-me claramente solicitado por si (perante testemunhas) o exercício da solidariedade e da fraternidade maçónicas, valores a que sou muito sensível particularmente quando as pessoas em questão me merecem consideração, como é o caso, pelo que aquiesci – embora, no passado, não tenha sido alvo dessas mesmas manifestações, em alturas em que fui injustiçado, particularmente em anterior Vereação da C. M. de Sintra.

2 – No entanto, disse-lhe também claramente (também perante as mesmas testemunhas) que nada faria contra o Prof. F. Seara, pelo que não participaria em campanha eleitoral – decisão aliás tomada já há tempo; como disse, o Prof. F. Seara é uma pessoa séria que me merece a maior consideração e amizade.

3 – Foi, por isso, com surpresa, que me disseram que ontem já estava no site da sua campanha Puxarporsintra, o anúncio público da minha “adesão” à sua candidatura – o que contraria o que lhe pedi, já que me situa no campo que afronta a Candidatura do Prof. F. Seara - , acompanhada de uma foto minha paramentado como Grão Mestre – o que é inaceitável já que não só não me foi pedida autorização para tal, como nunca poderia permiti-lo pelo entendimento que tenho da função que exerci.

4 – Há muitas maneiras de exprimirmos a nossa fraternidade e solidariedade, sem que seja necessário tornarmo-nos militantes de uma campanha eleitoral para a qual – para as quais! – já há muito decidi não participar. Estou afastado da vida política há 25 anos (desde que, enquanto funcionário da P.J., me foi proibida qualquer actividade desse tipo) e optei por uma carreira de professor universitário (embora convidado, desde há 18 anos, na FCSH/UNL), de investigador e de escritor. É certo que sou maçon e que cheguei a Grão Mestre, mas em meu entender a Instituição maçónica não deve ser utilizada para fins políticos partidários, por mais respeitáveis que eles sejam. Poderei aparecer com políticos, mas apenas nas minhas condições atrás indicadas, não nesta última.

5 – Lamento este episódio e sobretudo a utilização indevida da minha foto paramentado como G.M., que me faz pensar que é nesta condição que a minha solidariedade é solicitada, o que não posso aceitar de modo algum, já que para mim a Maçonaria não é uma profissão. Houve certamente um mal entendido que não irá prejudicar a minha amizade fraterna por si, mas que certamente, estou certo, irá rectificar a posição de apoio militante que queriam, vejo agora, que eu tivesse face à candidatura Puxarporsintra. Sabe muito bem que pode contar comigo no âmbito das minhas competências, mas não como militante político, nem como maçon “profissional”. Espero que agora tenha podido esclarecer este mal entendido, até porque só agora percebo aquilo que desejavam. Lamento que não tenham ouvido as restrições que eu, claramente na reunião de hoje (perante essas mesmas testemunhas), impus a essa solidariedade pelos motivos que invoquei.

6 - Desejo-lho felicidades na sua campanha e, se o povo de Sintra o escolher, já sabe que pode contar comigo, no caso de vitória, tal como contaria comigo durante a sua campanha, nas áreas da minha competência técnica. Qualquer outra colaboração está fora da minha ideia e da minha sensibilidade.

Caparica, 19/9/05
Um fraterno abraço do
José Manuel Anes

P.S.: Recordo que lhe disse (perante as mesmas testemunhas), já no fim dessa mesma reunião, que a expressão da minha solidariedade nunca poderia significar estar eu contra a candidatura do Prof. F. Seara. Verifico que a maneira como foi apresentada a minha foto no site da sua campanha está contra esse meu desejo, pois estou claramente a ser utilizado por si como arma de arremesso contra a o meu Amigo Prof. F. Seara. Aliás, já em Junho, eu tinha aparecido com ele, no Correio da Manhã, numa reportagem – aquando de uma visita minha à Quinta da Regaleira, em que ele quis ter a amabilidade de me saudar e de saudar os meus alunos que me acompanhavam – o que significava uma solidariedade amiga para com a sua figura, logo com a sua recandidatura, postura que não se alterou entretanto. Expressei agora, a seu pedido, Dr. João Soares, a minha solidariedade maçónica com a sua figura e a sua candidatura, mas isso não pode querer dizer nunca um “apoio” político, pois isso significaria estar eu contra o Prof. F. Seara e a sua candidatura, o que não é verdade. As solidariedades que eu demonstrei, por razões diversas, para com os dois candidatos, não são de modo algum apoios políticos, pois nesse caso teria de apoiar os dois, o que não seria coerente. São “apenas” solidariedades, o que é bem diferente – para mim é muito, para outros será pouco...