ACTIVIDADE DOCENTE 2010/11

- Professor Auxiliar a tempo integral da Universidade Lusíada de Lisboa - cadeiras de: Organizações Criminosas (2º. Semestre do 2º. ano) e Terrorismo (1º. Semestre do 3º. ano), ambas da Licenciatura em Políticas de Segurança.

- Professor Auxiliar (a tempo parcial) da Universidade Lusíada do Porto, onde leciona a cadeira "Criminalística e Investigação Criminal, na Licenciatura em Criminologia (1º Semestre 2º ano).

- Professor Auxiliar Convidado (a tempo parcial) do ISCS/EM- Instituto Superior de Ciências da Saúde "Egas Moniz" (Monte da Caparica), na Licenciatura de Ciências Forenses e Criminais. Regente da Cadeira de “Análise da Cena do Crime II” (1º. ano - 2º. Semestre), onde lecciona o módulo de Criminalística. Membro do Conselho Científico da respectiva Licenciatura e da Comissão de Ética do referido Instituto.

- Co-coordenador de uma das Unidades Curriculares e Professor das cadeiras de Terrorismo/Violência Religiosa (9 de Novembro de 2010) e de Criminalista/Polícia Científica (15 de Março de 2011) do 7º. Curso de Mestrado em Direito e Segurança, organizado pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

- Professor da cadeira "Tolerância e intolerância étnica, religiosa e social" do Mestrado "Segurança, Defesa e Resolução de Conflitos" e da cadeira de Laboratório de Policia Cientifica da pós-graduação em criminologia, ambas no ISCIA (Aveiro) -. Membro do respectivo Conselho Técnico-Científico.

 

 

A Alquimia, os novos alquimistas e as novas espiritualidades



Um Outro Olhar - A Face Esotérica da Cultura Portuguesa

Fernando Pessoa e os Mundo Esotéricos
3ºEdição


Os Jardins Iniciáticos da Quinta da Regaleira

4 de Dezembro de 2005 - Revista Domingo | Correio da Manhã
Reportagem "Os Olhos de Camarate"
"Exames indiciam sinais de explosão"

ATENTADO

'EXAMES INDICIAM SINAIS DE EXPLOSÃO'

As duas comissões de inquérito da Assembleia da República colocaram José Manuel Anes no fulcro da investigação do caso Camarate já seis anos depois dos acontecimentos, e depois de confirmar vários sinais de atentado acabou por se reformar porque parecia que o perito é que era o suspeito.

- Está convicto de que houve atentado no caso Camarate?

- Essa é a minha convicção sob o ponto de vista químico, porque foram detectados claramente elementos que indiciam uma explosão que não seria um grande rebentamento, mas uma explosão localizada com o objectivo de destruição. Estes exames foram avaliados pelo Laboratório de Polícia Científica da PJ e confirmados por um laboratório inglês, que, estranhamente, passados uns três meses do primeiro exame e relatório, veio dizer o contrário. Esse é um mistério, mas não me cabe desvendá-lo. Creio que a História esclarecerá um dia por que é que mudaram de posição.

- Por que é que os exames decisivos demoraram anos?

- Aquando dos acontecimentos, em Dezembro de 1980, não tomei contacto com o caso. O importante observar é que, embora possa estar a ser injusto, não existiu de início uma equipa de polícia devidamente coordenada e com uma estratégia, o que nestas investigações é tão importante como as competências técnicas dos vários peritos. Essa coordenação só aconteceu nas comissões de inquérito conduzidas pela Assembleia da República. Infelizmente, já era muito tarde, tardíssimo.

- Houve, então, negligência na investigação do caso?

- Sob o ponto de vista das competências, julgo que os meus colegas fizeram o melhor possível. O defeito dos portugueses é não sabermos trabalhar em conjunto, e aí a culpa não foi dos peritos, mas de quem tinha a responsabilidade da coordenação.

- O problema não se repetiu com as comissões de inquérito?

- Não, porque a orientação da Assembleia da República foi diferente. Quando havia dúvidas, fazia-se tudo para se averiguar. Daí os exames que indiciam a presença de substâncias, como o bário, altamente suspeitas de sinal de explosão, além de resquícios de explosivos conhecidos à época em Portugal como TNT, DNT e nitroglicerina. Está tudo nos relatórios, mas o processo foi encerrado. E já houve sentença judicial.

- Sentiu constrangimentos no seu trabalho?

- Era funcionário da PJ, mas foi de outras instâncias judiciais que senti os constrangimentos. Às tantas, já parecia que o perito é que era o suspeito. Fartei-me e vim embora. Devo ainda dizer que sempre tive o maior apoio da parte dos meus dois últimos directores-gerais Mário Mendes e Fernando Negrão.

José Manuel Anes, licenciado em Química, foi perito da Polícia Científica da PJ de 1978 a 98, mas só trabalhou no caso Camarate no âmbito dos inquérios da Ass. da República. Foi grão-mestre da Maçonaria regular de 2001 a 2004.